10 de out de 2008

A cor do dia

Ela acordou. Ouviu as vozes que ecoavam da sala. Ou seria de outro cômodo? tanto faz!! Pelo tom das vozes achou que o dia seria vermelho, vermelho sangue. Em algum momento, no caminho, o dia começou a parecer amarelo, mas não um amarelo radiante, um amarelo meio pastel. Chegando lá, começaram a falar que seria cheio de corezinhas, primariazinhas, de criancinhas e nhénhézinhas. Outros disseram que suas cores não faziam sentido. Isso não a deixou muito confortável. na hora de voltar, o dia parecia preto, ausente de cores. Até que não tava tão ruim. Mas não demorou muito e começaram a surgir cores, que se misturavam, ela começou a se sentir confusa. Até que achou melhor esquecer, deixe essas cores loucas se misturarem do jeito que quiserem. Foi já em casa que as cores se misturaram de vez, e estranhamente surgiu, como ela tinha pressentido pela manhã, o vermelho sangue. Ele a invadiu de uma forma que ela não queria. Invadiu, se expandiu até que finalmente explodiu. Resolveu procurar o lilás, achou e apagou, como se apaguasse a vida boa parte dele , afinal tudo é muita coisa. Lembrou das suas tintas há tempos abandonadas, onde mesmo? aaahhnnn lembrei. Encontrou o verde, o roxo, o laranja, o vermelho e o preto. resolveu coloca-los em algum lugar. Lembrou de como gostava de pintar daquela forma. Distribuiu as cores alegremente, o vermelho em menor quantidade obviamente e as bordas pretas pra dizer a cada cor até onde ia seu espaço. Viu que era melor assim, cada cor no seu quadrado. Um dia de cada vez, cada dia com apenas uma cor, seja ela qual for. Mas nesse dia queria apenas sonhar ser cega.

Um comentário:

  1. Nossa...depois de ler isso acho que meu dia ficou mais azul...

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desabafa vai!!!