19 de ago de 2010

Amor em Movimento

sumi né?! é a vida... trabalho + tcc enfim.. ocupa bastante tempo... mas não vim aqui falar disso...

os últimos tempos e as coisas que aconteceram nesses últimos tempos tem me feito pensar bastante a respeito de muitas coisas. E eu vim falar sobre uma delas. Vai parecer tietagem de menininha de 13 anos que é fã do justin bieber ou algo que o valha.. mas não é!
É só um relato de como as vezes pessoas fazem parte da sua vida de forma significativa e muitas vezes nem sabem disso.

Enfim.. Quem me conhece sabe, e quem me conhece a mais tempo sabe mais ainda, que eu sempre fui o tipo de pessoa que tem pavor de qqr tipo de solidão. Seja ela momentânea ou "espiritual". Eu era dependente de pessoas, essa é a verdade. Sempre que podia tinha alguém comigo. se eu pudesse ir na padaria acompanhada, eu ia. Se precisasse fazer as refeições sozinha, eu deixava de comer, mas sozinha não ficava. Isso vem mudando. Até pouco tempo atrás era assim na verdade.
Ai vc me pergunta o que mudou? ou o que fez mudar?
Fevereiro. Um belo domingo de sol fez mudar, ou melhor.. começou a fazer mudar.
Nesse domingo em questão, aconteceria um evento "Musica nos parques" promovido pela prefeitura de Curitiba. Nesse dia seria no Bosque do Papa, com a Banda Nuvens, que eu já conhecia há algum tempo e os admirava, e conversava pelo twitter e orkut, e talz. Mas tudo com aquela "distância" eu - - - - artista.
Pra este evento, como em qqr outra coisa que eu fosse fazer, chamei várias pessoas, mas nenhuma podia/queria ir. Resolvi que tbm não ia, afinal, sozinha? eu? aham.. senta lá claudia. Mas aquele dia tava tão lindo, um sol tão gostoso, eu tava sozinha em casa e eu realmente queria ir. Resolvi ir de qqr forma. Fui. Com receio, não sei de que, mas fui. Nunca tinha ido no bosque, não sabia onde exatamente ia ser por não conhecer o bosque. Mas o som que vinha das nuvens me guiou (poético não?!).
Qdo cheguei vi aqueles rostos familiares ali naquele palco, sentei num canto, depois sentei mais pra frente, mais pro meio, e ali fiquei ouvindo e sentindo aquela música, o som das nuvens. Acabou o show, dei uma pasadinha na lojinha que eles sempre montam nos arredores, e fiquei olhando. As coisas são realmente bacanas e graficamente bem resolvidas e eu como designer tava lá olhando as ilustrações, os acabamentos. E as meninas da lojinha já começaram a conversar comigo e tal.. e papo vai, papo vem, as meninas mto simpáticas e tudo mais. De repente apareceu Marquinhos, percursionista da banda, tbm muito simpático me comprimentou com sorriso (ele é sempre sorridente, com cara de menino travesso) e saiu, e ai dali a pouco chegou Raphael, vocalista, me comprimentou tbm mto simpático e começou a conversar comigo, perguntava de onde eu conhecia a banda há qto tempo, já tinha ido a outros show e tudo mais, de repente me reconheceu:
- vc fala com a gente pelo orkut e twitter não é?!
- sim, Lilian Ricken!
- Prazer em conhece-la pessoalmente e blablabla
- blablabla
Enfim... conversamos um pouco e eu fui embora, ia encontrar uma amiga ao sair dali. E sai dali feliz, e impressionada com aquilo. O cara que cantava aquelas musicas lindas que eu tanto gostava de repente, era uma pessoa normal de carne e osso na minha frente conversando comigo. Era tão legal e estranho.
 Mas melhor que isso, e ai que mora a diferença. Eu me senti bem indo lá sozinha, e sentia que aquilo de ir lá e ouvir o som dos caras e tudo mais era uma coisa só minha que ngm podia me tirar. Eu ouvia aquelas musicas pq EU gostava, eu ia no show pq EU queria, ngm me chamava, eu não dependia de ngm. E eu conversava com eles por mim mesma, eu era a Lilian e não a amiga da fulana, irmã da ciclana, conhecida do beltrano. Eu finalmente me sentia eu, entende? Eu me sentia eu mesma e a sensação era mto boa.
Um tempo depois teria um pocket sarau na fnac... consegui que uma amiga fosse junto, mas chegando lá ela teve que sair e acabei ficando eu lá... sozinha.. de novo Raphael veio falar comigo, mas ele não se lembrava de mim, meu rosto, enfim, tbm pudera, tinha conversado com ele por 5 min. Mas no fim do pocket sarau conversei com ele de novo dessa vez por uns 10 min, sei lá hehehe.
Quase um mes depois, teria um show no James. É... no James, esse mesmo, o que eu tinha dito que nunca mais ia volta. de novo chamei deuseomundo. chegou no dia do show e deuseomundo disse que não ia. eu tava sozinha de novo. Mas quer saber F**-se. Fui mermo... cheguei um tanto quanto cedo, tipo tava fechado ainda. e fiquei lá fora esperando, dali a pouco saiu a Milena, produtora da banda e amor de pessoa, e conversou um pouco comigo e voltou pra dentro. O segurança ficou com dó de mim, sozinha lá fora esperando e me deixou entrar um pouquinho antes da casa abrir. Qdo entrei estava eu, o pessoal da banda, o pessoal da outra banda que ia tocar, e os funcionários. Sentei no bar e fiquei ali.. olhando o cardápio, enrolando. Ai chega Amandio, guitarrista, e fala:
- Te conheço de algum lugar!
- twitter? orkut? internet em geral?!
- issooooo... (não lembro agora se ele lembro meu nome ou eu mesma falei)
Mas fato é, eu era um rosto conhecido.
Dali a pouco vem o Raphael e diz, mais uma vez que era um prazer finalmente me conhecer pessoalmente. ai eu falei porra... 3ª vez que é um prazer me conhecer, a gente riu, ele me apresentou formalmente, digamos assim, ao resto do pessoal da banda que tava ali por perto. E eles foram a minha compania aquela noite, a gente conversou, deu risada, falo bestera, contamos histórias engraçadas sobre coisas aleatórias. E por mais que ali não fosse um grupo de amigos proximos do qual eu era parte, eu não me sentia deslocada, como se estivesse atapalhando ou de intrusa ali. Era uma coisa tipo, inédita. Por mais que eu fosse uma intrusa ali.
Eu me sentia bem ali, mas eu não dependia daquelas pessoas. Aquele dia eu fiz amigos, por assim dizer, que não eram da minha faculdade, não eram do trabalho, não eram amigos dos meus irmãos ou dos meus amigos. Eram meus amigos. Talvez eu esteja sendo pretenciosa em dizer que são meus amigos. Mas era assim que eu me sentia ali. Uma amiga, mas ainda assim eu era eu mesma e não a amiga do fulano. não sei se dá pra entender, acho que não.
E desde aquele dia, qdo eu vou a um sarau e converso com eles, ou mesmo pela internet, eu me sinto assim, eu me sinto bem. É uma coisa minha, é uma amizade minha. Me sinto independente.
Enfim, desde aquele domingo de sol de fevereiro, ficar sozinha, ter coisas, gostar de coisas só minhas deixou de ser um sacrifício. Eu passei a me conhecer melhor, por ficar mais sozinha, perceber defeitos meus, me controlar em certas coisas. E ouso dizer: eu amadureci. Consigo ser independente das pessoas.
E Nuvens faz parte disso. Nuvens me ensinou a ser amor em movimento. Me ensinou que eu posso ser mais que apenas isso que se vê.  Que eu posso tocar o céu com os pés no chão. e sempre que eu to mal, eu ouço o som das nuvens. o som que vem do céu. Pode não mudar nada do que está me fazendo mal, mas me distrai, me faz bem. A música deles se tornou uma válvula de escape, por onde saem os males do mundo. ou pelo menos clarea minha visão e me faz enchergar melhor o caminho.
Pra mta gente pode parecer besteira que o simples ato de eu ter ido a um show em um parque sozinha tenha mudado tudo. Mas pra mim é fato. Eu sinto assim. Eu desafiei meu medo de ficar sozinha. Foi um detalhe, um ato pequeno em um momento de "coragem", digamos assim um mero detalhe. Mas o que é a vida se não uma sucessão de pequenos detalhes?
Enfim, esse post é só um desabafo. Nem sei se alguém há de ler isso. Mas eu queria deixar registrado.